domingo, 1 de abril de 2012

De palacete a Edifício foi o caminho para o lote do Edifício Esther

Edificio Esther vista aérea

A esquina onde se encontra implantado o edifício Esther, está definida nas primeiras cartas da cidade de São Paulo no século XIX. Mesmo com alterações e pequenos ajustes, o traçado das ruas ainda permanece como uma marca indelével e provável como o elemento da memória da cidade mais significativo do Centro Histórico. O Campo do Curro, hoje Praça da República, a Rua da Palha, hoje Sete de Abril, esta definida já nos primeiras cartas da cidade de São Paulo no século XIX. Mesmo com alterações e pequenos ajustes, o traçado das ruas ainda permanece como uma marca indelével e provavelmente como o elemento da memória da cidade mais significativo na formação dos edifícios modernos construídos nos limites do centro histórico. O Campo do Curro, depois Praça da República, a rua da Palha depois Sete de     Abril e rua Ipiranga, ilustram essa estruturação. Na carta de 1881, é possível identificar o palacete isolado pertencente a Augusto de Souza Queiroz que foi demolido dando lugar aos dois edifícios (Lefévre, 2006, p.61). No mesmo mapa vê-se na rua Sete de Abril construções de ambos os lados e na Ipiranga uma ocupação ainda rarefeita.
No mapa Sara-Brasil a ocupação identifica-se de um modo geral caracterizando-se por construções no alinhamento das ruas. Exceção fica por conta da rua São Luiz, então ocupada por palacetes isolados no lote. De qualquer modo, percebem-se na quadra onde seria implantado os edifícios “Esther” dois padrões distintos; a tipologia dos palacetes isolados em lotes generosos e as demais construções com terrenos menores, porém, com taxa de ocupação mais elevadas. No processo de modernização e verticalização da rua São Luiz esse padrão seria invertido: os palacetes seriam demolidos, os lotes originais sofreriam novos parcelamentos e na quadra em questão seriam abertas as ruas Basílio da Gama e Gabus Mendes; decisivas na conformação final dos edifícios Esther e Arthur Nogueira..
Lefevre em “De Beco a Avenida: a história da Rua São Luiz” (2006) descreve com rigor as transformações viárias que afetaram a rua São Luiz e nesse processo esclarece também as implicações pertinentes à conformação final da quadra e aos edifícios em questão. As origens das modificações encontram-se no projetoo de 1924 de João Florence de Ulhoa Cintra, que tratava da Avenida de Irradiação. Nesta proposta que antecipa o Plano de Avenidas observa-se uma avenida projetada na bissetriz das esquinas da Ipiranga com sete de abril. Nos anos seguintes esse traçado seria alterado, sobretudo, porque no local da então bissetriz se construirá o edifício Esther e no prolongamento desse eixo projetado a Biblioteca Municipal. Fatos que anos depois provocariam mudanças no sistema viário contido no Plano de Avenidas, já em plena administração de Prestes Maia.

Bibliografia: Edificios Modernos e o Centro Histórico de São Paulo dificuldade de textura e forma, pág 140 – Alessandro José Castroviejo Ribeiro-Tese de doutorado

domingo, 25 de março de 2012

Edifícios modernos no centro histórico de São Paulo

Os Edifícios Esther e Arthur Nogueira existentes na Rua 7 de Abril com Avenida Ipiranga com as ruas Basílio da Gama e Gabus Mendes foram fruto de um concurso interno, entre 1932 e 1934, patrocinados por Paulo de Almeida Nogueira então comandante da Usina Esther.
Os autores do projeto Álvaro Vital Brasil e Adhemar Marinho reformulariam o anteprojeto vencedor (entre 1934 ed 1935) e concluiriam o projeto final em 1936, antes do início das obras. De imediato depreendem-se desses dados o caráter privado do empreendimento conforme relata Fernando Atique, em “Memória Moderna, a trajetória do Edifício Esther. O conteúdo largamente bordado por ele vai de encontro a outras interpretações acerca do Esther e por decorrência da arquitetura moderna construída no Centro de São Paulo.
Carrilho, em texto intitulado “O Edifício Esther” (1999) antecipa  esse caráter dos edifícios Esther e Arthur Nogueira comparando-os ao Ministério da Educação e Cultura: Ao antigo Edifício do Ministério de Educação e Cultura. Ao antigo Edifício do Ministério da educação e Saúde, de 1936, se atribui a condição de marco inicial da Arquitetura Moderna Brasileira, na sua forma mais desenvolvida e consistente. Nesse mesmo ano, inicia-se a construção do Edifício Esther, em São Paulo. Essas duas obras, embora simultâneas e vinculadas a mesma matriz, se contrapõem, no entanto, quanto à origem. De um lado, o prédio do MEC é uma iniciativa oficial do poder público que busca, na sua realização, a afirmação da política renovadora das ações do estado no campo cultural. O Edifício Esther, em contra partida, enquadrando-se no conjunto de investimentos dirigidos aos empreendimentos imobiliários para fins de renda. Atende a um programa de uso diversificado e formulado de maneira original. Essas características, entre outras, o coloca numa posição de particular interesse para a compreensão da história e do desenvolvimento da Arquitetura Moderna Brasileira (Carrilho 1999. P1).
Essa comparação abre caminho para se ver de outra forma a arquitetura moderna em São Paulo, ela nasce atrelada aos interesses comerciais e embora críticas as ponham em suspensão o fato é que elas representam uma linguagem moderna particular; com cicatrizes e virtudes. Essa vinculação pode ser observada no programa dos edifícios, sobretudo no Esther, de maior relevância e dimensão: o edifício abrigava além da sede administrativa da usina, lojas, escritórios diversas tipologias de apartamentos para renda; no Arthur Nogueira, havia lojas e apartamentos.
Nos termos de Atique “o estudo do Edifício Esther, e o entendimento das concepções e das ações de seus promotores, revelou outra face na modernização brasileira, diferente Daquela em que apenas o estado é tratado como financiador e patrocinador da renovação construtiva, plástica e urbana”. (2004) p.29)

Bibliografia: Edifícios Modernos e o Centro Histórico de São Paulo dificuldades de textura e forma. Págs 137 e 138 – Alessandro José Castroviejo Ribeiro – Tese de Doutorado da FAU

sábado, 17 de março de 2012

Contemporâneas, concepções e propostas de 1984 a 2007.

Escola de Música Tom Jom
Atualmente, seguindo o receituário do Planejamento Estratégico , que induz necessidades globais, afirma-se que São Paulo, como uma das maiores metrópoles mundiais, precisa ter um centro, ou melhor, uma imagem identificadora e característica da cidade como forma de mostrar se cada vez mais atraente aos investimentos internacionais. Assim, referenciada nas bem sucedidas experiências mundiais de requalificação de centros históricos, iniciou-se, ou redimencionou-se, as intervenções de requalificação da área central, que inicialmente aconteceram através da restauração e rebilitação pontuais de edifícios históricos.
Anteriormente a esta postura de intervir apenas requalificando os edifícios de importância histórica e transformá-los em equipamentos culturais indutores de requalificação urbana da área da Luz, o Projeto Luz Cultural, 1984, da Secretaria do Estado da Cultura do governo Franco Montoro, 1983-1986 e coordenado pela arquiteta Regina Maria Prosperi Meyer, previa uma área de ação que abrangia a área entre o rio Tamanduateí, a Avenida Rio Branco e a Rua Mauá, e os quarteirões próximos. Resumidamente, a iniciativa voltava-se para uma dinamização da área por meio de uma maior integração do potencial de uso dos espaços públicos e institucionais e a população local, moradora e usuária, através da recuperação de algumas instituições culturais de peso, ou seja, a partir de um trabalho de reabilitação e integração de diversas instituições culturais ali existentes.
Conforme publicação da Associação Viva Centro, que surgiu em 1994, “ o projeto propunha a criação de laços entre a comunidade e a área da Luz por meio de ações que trouxessem à tona novas percepções daquele espaço e novas formas de interagir com ele. Nesse sentido, varias atividades foram planejadas, com a expectativa de atingir cada vez mais setores da vida urbana local. Para tanto, tornava-se imprescindível a colaboração dos moradores, o que por si já seria uma resposta aos planos convencionais de renovação urbana baseados na expulsão local, principalmente de baixa renda.
Para Cunha Lima, “uma cidade se projeta para o futuro a partir, digamos, da preservação de alguns sítios emblemáticos e de algumas instituições existentes, que precisam apenas ser renovadas e articuladas[...] E essa parece ter sido a crença norteadora de todas as ações empreendidas na área da Luz nesse período: O Projeto Luz  Cultural assumiu como um de seus pólos a Oficina Cultural Oswald de Andrade, instalada no edifício tombado e reciclado da antiga Escola de Farmácia e Odontologia da Universidade de São Paulo, que passaria a obrigar a Orquestra Jovem de São Paulo, além de atividades e cursos de música, artes plásticas e espetáculos cênicos.
Bibliografia:
Intervenções urbanas contemporâneas: o caso da área da Luz no centro de São Paulo pág 53 a 62 autora Moreira, Carolina Margarido

domingo, 11 de março de 2012

Vista a degradação do bairro da Luz

Mosteiro da Luz

O bairro da Luz, ao contrário dos Campos Elíseos, foi tomado por loteamentos de caráter eminentemente popular e, após a construção da nova estação, a Rua José Paulino ficou unida à Couto de Magalhães por um viaduto. Nessa região, à primeira função residencial seguiu-se a comercial e industrial e, nas primeiras décadas do século XX, as antigas residências foram sendo  progressivamente adaptadas às novas funções.
A implantação da linha ferroviária Sorocabana foi outro fator a influenciar essa metamorfose na região; o Bom Retiro, bairro proletário ocupado por imigrantes italianos começa neste momento a acolher oficinas, em sua maioria para confecções de roupas, ao lado das quais surge um comércio que vai se instalar nas antigas residências. As habitações ainda existentes, são modestas e, em sua maioria, de caráter  coletivo: depois começaram a sugerir edifícios residenciais que contrastam com o resto do bairro. As ruas Aimorés, Timbiras, Amador Bueno e outras, adquiriram má  reputação, devido ao meretrício, fato que refletiu, segundo os estudos, numa estagnação da região. Os serviços de hotelaria, incluindo pensões, foram se desenvolvendo nas ruas General Osório, Mauá, Couto de Magalhães, Casper Libero, Brigadeiro Tobias e carcanias.
O estudo, ao analisar o estado da região, em 1974, observou que ambos os lados da Avenida Tiradentes apresentavam todas as características de degeneração urbana. Além disso, a colocação, naquele momento recente, de grandes cercando o jardim da Luz associados ao fato de serem os lados deste ocupados por estacionamento de ônibus, sufocaram a área verde, que teve suas funções prejudicadas.
O entorno da estação ressentia-se do trânsito e de um conjunto de edifícios parcialmente demolidos. No conjunto politécnico, os edifícios foram envolvidos pela sucessiva construção de galpões que vieram a saturar a quadra e, dada a mudança da Politécnica para a Cidade Universitária, a situação só piorou. Do lado leste a Tiradentes apresentaria o mesmo fenômeno de degenaração urbana, sendo que edifícios importantes, como o Convento da Luz e o Museu de Arte Sacra, estariam sendo, segundo a leitura realizada, prejudicados pelo seu entorno.

Bibliografia:
Moreira, Carolina Margarido - Intervenções urbanas contemporâneas: o caso da área da Luz no centro de SP. Pág 52 e 53 

Vista a degradação do bairro da Luz

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O bairro da Luz, ao contrário dos Campos Elíseos, foi tomado por loteamentos de caráter eminentemente popular e, após a construção da nova estação, a Rua José Paulino ficou unida à Couto de Magalhães por um viaduto. Nessa região, à primeira função residencial seguiu-se a comercial e industrial e, nas primeiras décadas do século XX, as antigas residências foram sendo  progressivamente adaptadas às novas funções.
A implantação da linha ferroviária Sorocabana foi outro fator a influenciar essa metamorfose na região; o Bom Retiro, bairro proletário ocupado por imigrantes italianos começa neste momento a acolher oficinas, em sua maioria para confecções de roupas, ao lado das quais surge um comércio que vai se instalar nas antigas residências. As habitações ainda existentes, são modestas e, em sua maioria, de caráter  coletivo: depois começaram a sugerir edifícios residenciais que contrastam com o resto do bairro. As ruas Aimorés, Timbiras, Amador Bueno e outras, adquiriram má  reputação, devido ao meretrício, fato que refletiu, segundo os estudos, numa estagnação da região. Os serviços de hotelaria, incluindo pensões, foram se desenvolvendo nas ruas General Osório, Mauá, Couto de Magalhães, Casper Libero, Brigadeiro Tobias e carcanias.
O estudo, ao analisar o estado da região, em 1974, observou que ambos os lados da Avenida Tiradentes apresentavam todas as características de degeneração urbana. Além disso, a colocação, naquele momento recente, de grandes cercando o jardim da Luz associados ao fato de serem os lados deste ocupados por estacionamento de ônibus, sufocaram a área verde, que teve suas funções prejudicadas.
O entorno da estação ressentia-se do trânsito e de um conjunto de edifícios parcialmente demolidos. No conjunto politécnico, os edifícios foram envolvidos pela sucessiva construção de galpões que vieram a saturar a quadra e, dada a mudança da Politécnica para a Cidade Universitária, a situação só piorou. Do lado leste a Tiradentes apresentaria o mesmo fenômeno de degenaração urbana, sendo que edifícios importantes, como o Convento da Luz e o Museu de Arte Sacra, estariam sendo, segundo a leitura realizada, prejudicados pelo seu entorno.

Bibliografia:
Moreira, Carolina Margarido - Intervenções urbanas contemporâneas: o caso da área da Luz no centro de SP. Pág 52 e 53 

domingo, 4 de março de 2012

O que aconselha o relatório em relação aos Cortiços de Santa Ifigênia

A respeito do urbanismo e da habitação é interessante notar a posição assumida pela Comissão. Ela não prescreve o “arrasa quarteirão”, a expulsão, a exclusão e a segregação do pobre para valorizar o centro da cidade. A Comissão propõe reformas e condena a ação dos proprietários que exploram com aluguéis exorbitantes os trabalhadores pobres da cidade.
Em relação à imigração, as informações das fichas mostram o núcleo da cidade, a região mais populosa da capital, dominada pela presença de estrangeiros. O imigrante amalgamou-se à paisagem do centro nos fins do século XIX, e a tendência até as primeiras décadas do século XX, e a tendência até as primeiras décadas do século XX ainda foi o crescimento da população estrangeira. Por outro lado, estranha-se a pequena presença de brasileiros, assim como a ausência dos contingentes de ex-escravos numa sociedade recentemente saída da escravidão.
Quanto à pobreza, a análise das fichas revelou a sua presença marcante. As descrições das condições dos cubículos, suas dimensões em metros cúbicos, a distribuição dos espaços: A área livre, o cômodo de dormir, a latrina sem abrigo e utilizada por vários indivíduos, o tanque, quando existia, para lavar a roupa e se lavar etc. demonstram as condições de vida da população pobre. Ao lado da construção cheia de vícios e improvisos, a falta de asseio é potencializada pela falta de esgoto e de água. O trabalhador pagava mais para morar pior, a moradia era cara e mal construída. A exploração dos proprietários é mostrada no aluguel por metro cúbico: quanto menor, mais elevado o seu valor. Para enfrentar a miséria esboça-se uma rede de proteção, de acolhimento e abrigo e á cidade. Essa rede manifesta-se na concentração de nacionalidade em algumas ruas e em alguns cortiços do distrito. Embora não tenham o peso que se podia imaginar, os pequenos negócios aparecem ligados à habitação. O que revela o duplo uso do espaço, como moradia e local de trabalho.
Hoje a rua Santa Ifigênia é um pólo do comércio de equipamentos eletrônicos. Ao intenso movimento comercial mistura-se, também, o tráfico de drogas e as redes de meretrício que cunharam o nome Cracolândia para a região numa explícita alusão à droga crack, qua a domina. Nela transitam os novos imigrantes que aportam à cidade de São Paulo, não mais italianos, espanhóis ou portugueses, mas nigerianos, bolivianos, coreanos e chineses. A recuperação das áreas mais degradas e violentas da região tem se mostrado difícil e as marcas, pobreza e miséria, do antigo distrito de Santa Efigênia permanecem.
Bibliografia:
Os cortiços de Santa Ifigênia: sanitarismo e urbanização (1893)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Imigrantes nas ruas dos distritos de Santa Ifigênia

imigrantes

São Paulo, em 1893 era uma cidade de imigrantes. Ou melhor, para evitar generalizações indevidas, os dados do “exame e inspeção das habitações operárias e cortiços no distrito de Santa Ifigênia” nos permitem dizer que, no centro da cidade e nas proximidades das estações de ferro, concentravam-se os estrangeiros recém-chegados à cidade. As informações registradas pela inspeção das habitações de 1893 confirmam o movimento geral migratório para o estado e a cidade de São Paulo. Justamente no ano de 1893 foi realizado o censo populacional da cidade de São Paulo, o qual mostra que os estrangeiros representavam mais da metade da população de o total da capital 55%. Santa Ifigênia aparece como o principal distrito da capital em termos populacionais, com 42.715 habitantes, e seu crescimento está ligado ao fluxo imigratório e à expansão das atividades comerciais, deixando para trás a Sé que, em 1872, era o distrito com maior número de habitantes, 9.213, enquanto Santa Ifigênia  tinha 4.429.
O espaço de tempo compreendido entre 1887 e 1900 foi considerado como o “período áureo” de entrada de italianos no Brasil. Para São Paulo imigraram 564.800, o que corresponde a 62% do total que entrou no país. Em 1893, os italianos eram 34% da população da capital. Se Tomarmos a população da capital em 1890 como sendo igual a 64.934, isto significa que 22.077 eram italianos. Em 1900, eles chegaram a 50%, ou seja, 120.000 do total da população da capital, que era de 239.820. Em seguida vem os portugueses, que representavam o segundo grupo, com 14.437, e, por fim, os espanhóis, com 4.818 habitantes na cidade de São Paulo em 1893.
Observa-se que total de indivíduos moradores das habitações inspecionadas, 1.331, deduzindo-se os sem dados de nacionalidade, chega-se a 1.132 indivíduos, sendo 1.036 estrangeiros, ou seja, 92% dos moradores dessas habitações; representando os brasileiros há minguados 8%. A maioria dos estrangeiros era de italianos, 345, 33%, participação muito semelhante à registrada pelo censo de 1893, de 34% de italianos na capital como um todo. Em seguida, vinham os portugueses  com uma presença muito significativa de 31% contra os 22% registrados no censo de 1893.
Ainda, em terceira posição, os espanhóis com 166 ou 16% e por fim os alemães, com 13%.

Bibliografia:
Os cortiços de Santa Ifigênia sanitarismo e urbanização , 1893