domingo, 30 de outubro de 2011

Rua dos Gusmões

Recebeu este nome em 1865 para homenagear vários Gusmões e todos ilustres.
Na Vila de Santos, como cirurgião do Presídio, vivia um certo Francisco Lourenço, português, casado com uma senhora de nome Maria Alvares, natural da mesma vila de Santos. Pais foram esses dois os pais dos Gusmões. Varios  filhos, entre os quais alguns de certa notoriedade. E tudo isso se relaciona com o nome da atual rua dos Gusmões.
Alexandre de Gusmão
Um dos Gusmões foi o Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, o grande inventor do aeróstato, que precedeu a Mantpellier, francês, nessa descoberta genial.
Os outros Gusmões conhecidos foram: Simão Alvares, jesuíta que foi um famoso pregador do seu tempo. Depois mencionamos o nome de Frei  Patrício de Santa Maria, franciscano, latinista emérito. Depois ainda, como um dos Gusmões célebres, citamos o Padre João Alvares de Santa Maria, carmelita, também tido como grande orador sacro.
Mas você dirá: - Então era tudo padre? Eram todos sacerdotes? Que família abençoada essa de D. Maria Álvares:
Todavia, há um Gusmão que não foi padre, o único. Esse é o Alexandre de Gusmão, doutor pela Universidade de Coimbra uam das maiores figuras da Corte de D. JoãoV. Era muito culto e letrado e por isso chegou a secretário particular do Rei.
E quer você saber os títulos de honra que esse Gusmão possuía? Foi Cavaleiro da Ordem de Cristo, além de fidalgo ilustre da Casa Real. Era membro da Academia de História Portuguesa e Conselho Ultramarino. Representava com fino trato diplomático os interesses de Portugal na política externa, assinando e propondo tratados, alguns dos quais de grande importância para a demarcação das nossas fronteiras com a América Espanhola.
Foi esse quem, como embaixador das Cortes de Lisboa junto a Santa Sé, obteve para o seu rei  o Título de “Fidelíssimo”, D João, o Fidelíssimo. E foi nessa época que Alexandre de Gusmão muito influiu na criação dos bispados de S. Paulo, de Mariana e de Belém do Pará,
E ainda não parou nisso esse célebre Gusmão, que foi Alexandre e o único que não era padre. Como embaixador na França, sua ambição não foi demasiada, pois que rejeitou o título de Príncipe Romano que o Papa Benedito XIII lhe quis conferir.
Alexandre tinha dois filhos, Viriato e Trajano, que muito adorava e que foram vítimas de um incêndio que destruiu toda a sua casa, nela perecendo carbonizados os dois meninos. E fpoi depois desse lamentável episódio que Alexandre de Gusmão, resistindo por mais ou menos um ano à sua dor, veio a falecer.

Bibliografia:
São Paulo de Antigamente; História pitoresca de suas ruas, Manuel Vitor

domingo, 23 de outubro de 2011

Primeiro foi chamada Rua Alegre, talvez por que fosse realmente uma rua alegre naqueles tempos. Depois chamou-se rua do Seminário, pela aproximação de algum grande Seminário, no tempo. E assim foi até que se denominou Brigadeiro Tobias.
Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, o homem que, na época era considerado um dos mais atilados políticos.
Brigadeiro Tobias de Aguiar
Nascido em Sorocaba, em 1795, Tobias de Aguiar se impôs pela sua  capacidade como homem público.
Tornou-se amigo do Padre Diogo Antônio Feijó e daquele Francisco de Paula Melo, aquele mesmo orfãozinho que deu o seu nome a Rua Paula Souza.
Hoje esta rua lembra um herói que participou de muitas lutas e agitações da Independência. E pelos seus méritos, acabou sendo nomeado para o Conselho da Província, governando até 1835. Mas não descansou pois que novamente o foram buscar para presidência do Conselho em 1840.
Como administrador, como deputado que também foi em diversas legislaturas, o Brigadeiro Tobias de Aguiar foi agraciado com a Ordem de Cristo e depois a Imperial Ordem da Rosa.
Sua faina inovadora não parava apenas no desempenho dos seus cargos. Ia mais além, e por isso se meteu numa rebelião de Sorocaba, com a cumplicidade de Diogo Antônio Feijó. Derrotado, teve de fugir para o Rio Grande do Sul. Mas foi preso e encerrado na Fortaleza de Lage, no Rio, onde permaneceu até ser anistiado.
Liberado, veio para São Paulo, onde teve recepção entusiástica. O povo não esquece os benefícios que recebe como não esqueceu os nomes daqueles que desde logo se projetaram na sua admiração. E quem sabe foi nesse momento, então, que a rua do Seminário recebeu esse nome? E o nome Seminário foi dado a outra viela adjacente.
Morreu em um barco que vinha do Rio para São Paulo em 1857. Seus despojos estão na igreja da Ordem Terceira de S. Francisco.

Bibliografia:
São Paulo de Antigamente, historias pitoresca de suas ruas, Manoel Vitor.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Avenida Duque de Caxias


Duque de Caxias

As terras da Avenida estão no antigo terreno da chácara do Campo Redondo, depois chamada de Campos Elíseos. E ainda nessa antiga grande chácara que encontramos a origem da grande artéria.
Ali era anteriormente, campo, vasto campo, dentro do qual o progresso veio depois traçar ruas e ruas, entre as quais a grande via que agora usamos.
Chama-se Duque de Caxias porque no tempo em que a chácara foi retalhada, o Brasil vinha saindo da Guerra do Paraguai e, então, para homenagear os vultos civis e militares, foram sendo dados os seus nomes e aquelas novas ruas abertas.
O Duque de Caxias merece respeito e admiração excepcional do povo brasileiro.
Antes de duque, último título nobiliárquico que teve, foi sucessivamente barão, visconde, conde, marquês e depois finalmente duque, tudo isso merecido em virtude de seus atos e intenso valor patriótico.
Chamava-se Luís Alves de Lima e Silva. Nasceu no estado do Rio, em 1802, num arraial denominado Porto da estrela.
O menino Luís, desde criança teve tanto pendor militar que aos cinco anos era reconhecido cadete do 1º Regimento de Infantaria da Corte. Claro que isso empolgou e não mais esqueceu a carreira das Armas e para melhor nela se integrar cursou a Real Academia Militar.
Já moço, sua ação, seu nome, sua vida, teria de coincidir com a Campanha da Independência, e , por isso nós o vemos no posto de tenente, na Campanha da Bahia. Logo depois, quando o Padre Diogo Antônio Feijo foi ministro da Justiça, ele era tido como o grande colaborador na repressão do movimento restaurador dos Caramurus.
Sempre fiel ao Imperador, em 1840 foi ele o grande pacificador da rebelião estourada no Maranhão. E foi nessa ocasião que ganhou o primeiro título de Barão de Caxias. Para merecer os títulos de Visconde e Conde, Caxias se destacou na invasão da província Cisplatina, derrotando Oribe. E depois disso, sua glória maior, já como um dos valentes e consagradas oficiais do Exército. Caxias entrou na Guerra do Paraguai como comandante das Forças Brasileiras, vencendo o ditador Solano Lopes nas memoráveis batalhas de Tuiuty, Humaitá e Uruguaiana.
Acabada a Guerra do Paraguai , ele foi elevado ao posto de Marechal, entrando também na política, como senador pelo Estado do Rio Grande do Sul.
Foi Conselheiro de Estado, Ministro da Guerra e membro do Partido Conservador.
Terminou seus dias coberto de glórias, falecendo, já cansado e avançado em anos, em 1880.


Bibliografia:
São Paulo de Antigamente; Historia pitoresca de suas ruas; Manoel Vitor

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Largo do Paissandu


Igreja de Santa Ephigenia no Largo de Paissandu

O largo do Paissandu, na sua história, é algo de complicado.  Comecemos pelo nome Paissandu que vem com as primeiras investidas do Brasil na Guerra do Paraguai. Foi naquele ano de 1864, quando o Império influindo na política interna do Uruguai, lançou um pelotão do Exército, comandado pelo general Menna Barreto, para atacar Paissandu. O cerco da praça durou quase um ano, terminando por abrirem as tropas o caminho que desejavam até Montevidéo.
Como o nome Paissandu ficara célebre naquela fase preparatória da Campanha do Paraguai, ao término da luta foi esse nome dado ao Largo.
Antes, no entanto chamava-se Tanque do Zuninga, um tanque que de fato deu nome a toda aquela vasta zona quinhentista e que saia de um riacho chamado Iacuba, riacho esse que hoje, ou ficou seco ou foi canalizado na época.
O fato é que o riacho se espalhava ali pela Avenida São João, Paissandu e adjacências em diversas lagoas que se alastravam sujas, invadindo o terreno e dificultando o trânsito. Por causa destas lagoas o atual Largo do Paissandu chamava-se primeiramente Praça das Lagoas, nome que o povo lhe dava com muita justiça, tantos era os alagados que por ali se estendiam.
Acontece é que nas imediações é que se localizava o Tanque do Zuniga, debatida origem de tantas outras ruas da velha São Paulo. E ele era tanque exatamente porque num recesso baixo do terreno, as águas das lagoas se juntavam em aspecto de tanque.
E o largo Paissandu de hoje também foi chamado Largo do Tanque, ou Tanque do Zuniga, abandonando-se o nome das lagoas.
Onde está o córrego Iacuba se construiu a Avenida Rio Branco e pensar que toda esta água o progresso da cidade bebeu. Mudando o cenário de tal forma que hoje ninguém se lembra como foi o local que agora aparece a pujança do desenvolvimento urbano, com uma linda e tradicional igreja no centro, sem nada saber que ali era um barranco que descambava para a rua do Seminário e para todas aquelas ladeiras que hoje terminam sob o viaduto de Santa Ifigênia

Bibliografia:
São Paulo de Antigamente, historias pitoresca de suas ruas;  Vitor Manuel

sábado, 1 de outubro de 2011

Rua General Osório


Ao defrontarmos com a atual rua General Osório, temos de evocar os bucólicos tempos do campo Redondo, a velha chácara que ali existia e que foi retalhada pela invasão do progresso, a fim de serem abertas as ruas e praças que então se iam fazendo necessárias.
A velha Chácara do Campo Redondo era assim chamada porque o seu limte tinha mesmo aspecto redondo, abrangendo toda aquela zona onde hoje se situam as ruas Duque de Caxias, Visconde do Rio Branco e outras.
Coicidindo esse retalhamento urbano com o final da Guerra do Paraguai, os edis paulistanos no afã de agradar aos heróis, passaram a dar os seus nomes a algumas nas novas ruas abertas.
E aí está hoje, em vez do Campo Redondo, ou de chácara, esse lugar se chama rua General Osório.
Manuel Luís Osório nasceu em 10 de maio de 1808, em terras que pertenciam à Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arroio (RS), que, posteriormente, tomou o nome de Osório, pelo motivo do seu nascimento.  Foi criado na fazenda do avô materno. Seu pai, Manuel Luís da Silva Borges, filho do casal descendente de açorianos Pedro Luís e Maria Rosa da Silveira, ambos naturais da freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, na ilha de Santa Catarina, era um destacado e condecorado militar que lutou no Estado Oriental (atualUruguai) nas guerras de 1811 e no período de 1816 a 1821..
Quarto filho de uma humilde família de 14 filhos, aprendeu a ler e escrever sem ter feito estudos regulares. Em 1º de maio de 1823, com 15 anos incompletos, alistou-se como voluntário na Cavalaria da Legião de São Paulo e acompanhou o regimento de seu pai na luta contra as tropas portuguesas do brigadeiro Dom. Álvaro da Costa, estacionadas na Cisplatina (atual Uruguai), durante a Guerra da Independência do Brasil (1822 - 1823). Contava apenas 15 anos quando teve seu batismo de fogo à margem do arroio Miguelete (13 de maio), nas proximidades de Montevidéu, em um combate contra a cavalaria portuguesa. Um ano depois, foi designado cadete e, mais tarde, alferes do 3º Regimento de Cavalaria da primeira linha.
Em 1824, inscreveu-se na Escola Militar. Preparava-se para seguir os estudos militares quando sua inscrição foi anulada devido à guerra iminente no Sul do país. Teve de enfrentar nova campanha, na Guerra Cisplatina, entre 1825 e 1828. Em 12 de outubro de 1825, junto ao arroio Sarandi, sob o comando de Bento Manuel, o Alferes Osório combateu os orientais à testa de seus lanceiros e se destacou não apenas por ser o único oficial do seu esquadrão a sobreviver à batalha de Sarandi, mas também por salvar a vida de seu comandante, que proferiu: "Hei de legar-lhe, Alferes, a minha lança, porque a levará aonde tenho levado". A lança hoje pertence ao acervo do 3º RCGd - "Regimento Osório" - e é empunhada pelos seus comandantes em atividades festivas.
No início de 1827, Osório continuava em campanha na região de Santana do Livramento. Em 20 de fevereiro de 1827, na Batalha de Passo do Rosário seus lanceiros foram o único corpo de tropa brasileira que não foi desbaratado durante a batalha. Em outubro, foi promovido a tenente e participou das conversações de paz com a desanexação da Cisplatina e reconhecimento da independência do Uruguai, acompanhando o General Lecór.
Firmada a paz, recolheu-se com seu regimento a Rio Pardo, onde passou a morar, consagrando-se à política pelo Partido Liberal. Em 15 de outubro de1835, casou-se com a Sra. Francisca Fagundes, tendo como padrinho Emílio Mallet, que, posteriormente, lutaria a seu lado na Campanha da Tríplice Aliança.
De espírito liberal, Osório teve simpatia pela causa farroupilha, combatendo iniciando ao lado dos rebeldes, até a proclamação da República Rio-grandense(República de Piratini), em 1836, quando o movimento tomou feição separatista, o que ele não aceitou, motivo pelo qual integrou-se ao Exército Imperial, no qual permaneceu até o fim da revolta. Participou, ainda, nos combates contra os rebeldes em Porto Alegre, Caçapava e Erval. Tornou-se capitão em 1838 e major em 1842. Em 1844, solicitou a sua reforma, mas o Exército não querendo dispensá-lo, nomeou-o tenente-coronel. Auxiliou Caxias na feitura da paz de Poncho Verde, que se selou em 25 de fevereiro de 1845.
Ao longo de sua vida foi agraciado com os títulos de barão do Erval (1 de maio de 1866), visconde de Herval  abril de 1868) e de marquês do Erval(29 de dezembro de 1869). Foi casado com Francisca Fagundes, de quem teve quatro filhos: Fernando Luís Osório (1848-1896), Adolfo Luís Osório (1847-?), Manuela Luísa Osório (1851-1930) e Francisco Luís Osório (1854-1910).]
Em, 4 de outubro de 1879 faleceu no Rio de Janeiro, aos 71 anos de idade.
Bibliografia:
São Paulo de Antigamente: História pitoresca de suas ruas- Vitor Manoel

sábado, 24 de setembro de 2011

Rua Epitácio Pessoa


Epitácio Pessoa

A rua é mais uma viela aberta no antigo Campo dos Curros; e dizemos dos Curros porque ali se curravam bois e cavalos no tempo do Brasil Colônia, o mesmo campo que depois se chamou largo da palha, depois sete de Abril, em homenagem a abdicação de D. Pedro I e atualmente Praça da República.
Pois a rua Epitácio Pessoa foi aberta sobre o traçado dessa Chácara dos Curros e se bifurcava com outra rua chamada de Beco Comprido que é a atual Avenida São Luis.
Epitácio da Silva Pessoa nasceu na Vila de Umbuzeiro, Paraíba, em 23 de maio de 1865. Órfão desde tenra idade fez seus estudos secundários no Ginásio Pernambucano de 1874 a 1881; no ano seguinte matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife e ali se bacharelou em 1886. Logo depois foi nomeado promotor público em Bom Jardim, de onde se transferiu em 1887 para a cidade do Cabo.
Proclamada a República foi secretário da Paraíba e deputado da Constituinte e da primeira Legislatura.
Em 22 de fevereiro de 1891 foi nomeado professor da Faculdade do Recife, cargo esse que exerceu até 1902. Foi ministro da Justiça e dos Negócios Interiores de 15 de novembro de 1898 a cinco de agosto de 1901.
Em 1902 foi nomeado ministro do Supremo Tribunal. Nesse cargo aposentou-se em 1912. Eleito senador pela Paraíba, representou o Brasil na Conferência Internacional da Paz.
Na Europa, embora ausente do Brasil, ele estava sendo eleito para substituir na presidência da república o venerando Rodrigues Alves que, por grave enfermidade, não pudera tomar posse. Elegeu-se presidente da República e tomou posse desse alto cargo em 28 de julho de 1919 e governou até 1922.
Não foi pacífico o seu mandato, pois teve de arcar com grave crise política, não se deixando vencer por guerrilhas ou levantes.
Faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro em 12 de fevereiro de 1942.
Bibliografia:
São Paulo de Antigamente, história pitoresca  de suas ruas – Vitor Manoel
Ruas de São Paulo – Arquivo Histórico da Cidade de São Paulo-

domingo, 18 de setembro de 2011

Rua Washington Luís


São Paulo de Antigamente, História Pitoresca de suas Ruas. Vitor Manoel

Havia antigamente, alí pelos lados do bairro da Luz uma chácara muito bonita que pertenceu a Miguel Carlos.
Quando o progresso começou a comer a paz bucólica dos cenários de antanho, a chácara sumiu para dar lugar a algumas ruas, entre elas a Florêncio de Abreu e a Brigadeiro Tobias, que naquele tempo se chamava rua Alegre.
Havia ali também outra grande chácara, essa pertencente ao Senador Queiroz, que até hoje conserva o seu nome na mesma rua, agora de intenso movimento e que nada mais era, antigamente, do que o célebre Caminho de Piratininga.
Washington Luiz
Surgiu então, entre as ruas Florêncio de Abreu e a Brigadeiro Tobias, outra rua que, por estar mais perto do Seminário da Luz, recebeu o nome de Rua Episcopal.
Quando o progresso avassalador, já na metrópole barulhenta, necessitou de esticar essa rua mais além, cogitou-se de homenagear o Governo Washington Luís, e a rua Episcopal passou a chamar-se rua Washington Luis.
Washington Luís Pereira de Sousa nasceu em Macaé, 26 de outubro de 1869. Faleceu em São Paulo, 4 de agosto de 1957 foi advogado, historiador e político brasileiro, décimo primeiro presidente do estado de São Paulo, décimo terceiro presidente do Brasil e último presidente da República Velha.
Foi deposto em 24 de outubro de 1930, vinte e um dias antes do término do seu mandato como presidente da república, por um golpe militar, que passou o poder, em 3 de novembro, às forças político-militares comandadas por Getúlio Vargas, na Revolução de 1930. Foi o criador do primeiro serviço de Inteligência do Brasil em 1928.
O apelido que o definia era Paulista de Macaé, pois, embora nascido no estado do Rio de Janeiro, sua biografia política foi toda construída no estado de São Paulo. Foi chamado também de O estradeiro, e, durante a Revolução de 1930, de Doutor Barbado pelos seus opositores.