| Chegada de D. Pedro I a São Paulo |
A rua é para os dicionários apenas um alinhado de fachadas por onde se anda nas povoações. Ora, a rua é mais do que isso, a rua é um fator na vida das cidades, a rua tem alma!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Governo Paulista de 19 de agosto a 10 de setembro de 1822
domingo, 21 de agosto de 2011
A Freguesia de Santa Ifigênia
![]() |
| Viaduto de Santa Ifigênia com a Igreja ao fundo |
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
As Pontes da Cidade II
domingo, 7 de agosto de 2011
As Pontes da Cidade
![]() |
| Ponte do Lorena , Hoje Praça da Bandeira |
domingo, 31 de julho de 2011
Joias do Beco do Mata Fome
São Paulo Histórico –Vol I - Nuto Sant’Anna, pág 93
Contam os antigos da Paulicéia que existia um prédio baixo, de paredes irregulares, de taipa de pilão e beirais que pareciam a aba de um chapéu desabado, no antigo caminho de Pinheiros, fronteiriço á esquina do beco do Mata Fome. Era onde se abastecia de farinha e feijão o povo. Escravos fugidos, escondidos nos campos do Bexiga, ou no Pirajuçara, Mboy, atual Embú das Artes, ou Carapicuíba, ali paravam furtivamente para um gole de cachaça.
Pelas ruas exíguas, tortuosas, os estudantes passavam enrolados nas suas capas; á noite erravam em serenatas, e um deles, Álvares de Azevedo, a cavalo pelos bairros longes, ou a pé, quieto e cabisbaixo, o olhar vago, a barbicha rala, pálido, caminhava ao acaso, empurrando o seu vulto meditativo, sem que a turba ignara soubesse que ia conduzindo nos ombros pedras para o edifício da beleza...
Nesses tempos, a cidade era romântica, tristonha, religiosa.
Os negros andavam de curote à cabeça em torno do chafariz ou pelas fontes. Vinham dos quintais cantorias de mucamas gordas. O rumor dos pilões socando, tinham ressonância de urucungos. E pelos pedregulhos das ruas esburacadas trotavam, sob as cangalhas de couro grosso, tropas lentas e serviçais...
O dono desta taberna do Mata Fome, um dia chamara um pedreiro para concertar umas goteiras no telhado. O mestre de obras veio, poz a escada, trepou. Lá em cima, quando embarafustava por entre as ripas, deu como pé em um corpo estranho, que rolavam no tosco forro de velhas tabuas empoeiradas. Ao rumor, voltou-se. E viu, deslumbrado, uma porção de jóias, pedras preciosas, moedas de ouro, prata, tudo chamejando.
O pedreiro, um português de meia idade, que viera ao Brasil em busca da milagrosa Árvore das Patacas, ficou estático como Ali-Babá ante os tesouros da Gruta dos Quarenta Ladrões.
Agachou-se, sondou, verificou. O sonho era realidade. Com avidez, encheu os bolsos o mais que pode com aquelas preciosidades. Desceu logo depois. Sem mesmo ter dado começou aos serviços de retalhamento.
Ao dono da venda disse vagamente que ia buscar umas ferramentas.
E saiu voando, Sem olhar para traz. Tinha asas nos pés.
Desceu pela Rua do Paredão, enveredara pela dos Piques.
sábado, 23 de julho de 2011
Rua Vitória
São Paulo de Outrora, Evocações da Metrópole – Moura, Paulo Cursino de Moura
Aberta em 1810, esta rua recebeu a primitiva denominação de Rua de Santo Elesbão, numa referência à Irmandade religiosa de mesmo nome que tinha sua sede na Igreja de Santa Ifigênia. No dia 28/11/1865, por proposta do vereador Malaquias Rogério de Salles Guerra, este nome foi alterado para Rua Vitória, numa referência à vitória alcançada pelas tropas brasileiras na célebre Batalha do Riachuelo, travada a 11/06/1865, durante a Guerra do Paraguai.
São Paulo, porque o Brasil ganhou a guerra do Paraguai, guerra lendária que ultrapassou o limite de um episódio guerreiro para constituí-se em epopéia, resolveu enfatizar nas ruas dos seus bairros, residenciais, abertos em 1870, a Aurora, a Vitória, e o Triunfo. Daí, as ruas que conhecemos, Rua Aurora, Rua Vitória e Rua do Triunfo.
domingo, 17 de julho de 2011
Rua Sete de Abril
Todos os Centros da Paulicéia - Ponciano, Levino
A Rua Sete de abril nasceu em 1872 e no início era um simples caminho que ia do Largo dos Curros (praça da República) ao largo da memória., no largo muito mais amplo que o Anhangabaú. Seu primeiro nome era Rua da Ponte Nova do Lorena. Com a abertura da Faculdade de Direito, a rua mudou de nome e ganhou vida nova. Era a famosa Rua da Palha, onde os estudantes criaram suas repúblicas.
Alguns anos depois, a Rua da Palha abrigou uma nova clientela trazida pela atividade de belas jovens barulhentas, cuja profissão era fazer felizes os garotos estudantes. Eram as prostitutas “polacas” chegando para a alegria dos futuros advogados.
O nome sete de abril veio da abdicação de Dom Pedro I, em 1831. O filho do imperador, Dom Pedro II, tinha seis anos na época e ficou sob a tutela de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da nossa independência.
O mundo dos primeiros anos de São Paulo girava em torno do centro; tanto, que o maior museu da América Latina se fixou na Rua Sete de abril de 1947 a 1968. Aí, sim, o centro ficou mais central. Funcionava no prédio dos Diários e Emissoras Associadas, o grande edifício que Assis Chateaubriand ergueu para comparar-se ao dos Matarazzo, seus arquiinimigos. Como vingança, Chateaubriand comprou terrenos na Rua 7 de abril e fez um edifício de quinze andares, dois a mais que o dos rivais, com o mesmo mármore da melhor qualidade que eles usaram e com um andar dotado de dois mezaninos de 500 metros quadrados. Ele instalou um museu de arte antiga e moderna, projetado pelo arquiteto Villanova Artigas. Era muita ambição ter um museu dessa importância, com acervo em grande parte adquirido por alto preço. Mas ele conseguiu!
Na Rua: Sete de Abril estava também um clube de artistas e dos amigos das artes, ponto de encontro de escritores, jornalistas, intelectuais, artistas plásticos e boêmios em geral.


