domingo, 15 de abril de 2012

O edifício Thomaz Edson foi construído em lote irregular parecendo um grosseiro L

Depois de limpa toda a área do terreno o que se vê então é um lote de conformação irregular: um polígono de seis lados desiguais, aproximando-se grosseiramente de um lote em L, cuja face maior e encurvada (35m) está voltada para a rua Bráulio Gomes e a menor (8,70m) para os fundos do lote.
Em resumo um lote de aproximadamente 630m2 com taxas de ocupação em torno de 90% até o 13º pavimento (o que inclui térreo e sobreloja)  e coeficiente de aproximadamente 19 vezes a área do terreno.
No limite se construiu tudo aquilo que era permitido por lei.
Nas condições de satisfazer os imperativos do empreendimento imobiliário, a interpretação da lei e a forma do lote foram fatores decisivos na definição volumétrica. A orientação do lote também o foi, mas de maneira secundária, isso poruqe a posição da fachada principal, sempre mais valorizada, firmada de antemão pela trama e normativa urbana.
Edifício Thomaz Edson
A volumetria tem quatro estágios bem definidos. O primeiro ocupa toda a superfície do lote exceção feita a dois pequenos poços de ventilação e iluminação para os banheiros das lojas e sobre lojas. O segundo corresponde ao desenvolvimento dos pavimentos de escritórios que vai do 1º ao 12º piso: ele caracteriza-se por um corpo retangular paralelo à rua Bráulio Gomes e por corpo perpendicular que vai de encontro aos fundos do retangular com dois cantos arredondados orientados para os fundos do lote; uma saliência lateral identifica esse trecho. Por último a finalização da torre que se eleva até 24º nesse tramo sua área e volumetrias são reduzidas para atender a mais um recuo mínimo exigido por lei. A lesgislação regulamentava uma altura de 80m para os edifícios localizados em vias de largura superior a 18m. Um esboço de época cota a Bráulio Gomes com 28m, dado que confere a situação atual. Um parágrafo do artigo permitia alturas maiores em pontos focais de grande interesse arquitetônico, porém condicionadas a ocupações que variaram de 25% a 35%¨do lote conforme recuos laterais. No caso do Thomaz Edson, o artigo 2º (III) explica a altura final de 80m do prédio e da torre maior. Uma altura maior seria inviável devido às dimensões do lote.

Bibliografia: Edificios Modernos e o Centro Histórico de São Paulo dificuldades de texturas e formas- Alessandro José Castroviejo Ribeiro – Tese de Doutorado.

domingo, 8 de abril de 2012

Edifício Thomaz Edison: Uma composição exemplar.

Fachada do edificio Thomaz Edison

O edifício Thomaz Edison  foi construído em 1944 e tem autoria de Francisco Beck e Lucjan Korngold e está localizado na rua Bráulio Gomes, adjacente à Prça Dom José Gaspar; em seus 24 andares abriga lojas, térreo e sobreloja. Sua construção no início dos anos de 1940 reporta-se diretamente ao Plano de Avenidas empreendido por Prestes Maia, isso porque seu lote é resultado das enormes operações  de abertura, prolongamento e alargamento de vias, bem como de outras melhorias urbanas. Sua forma final expressa uma complexa composição que concilia conceitos modernos, legislação e singuçaridade de um modesto lote.
Na carta de 1881 já era possível identificar a Rua Bráulio Gomes com sua curta extensão conectando as ruas da Consolação e 7 de abril; naqueles anos, eram poucas as construções em seu alinhamento. Seu traço marcante é uma pequena dobra, (cotovelo) que intercepta a sete de abril num ângulo de 90º essa característica persistirá nos planos seguintes e estará associada à altura final do edifício. No mapa Sara Brasil de 1930 vê-se que a ocupação se intensificou reforçando os alinhamentos das construções pela via pública.
A quadra formada pela Bráulio Gomes, São Luiz, Sete de Abril, Consolação e Epitácio Pessoa aparece ocupada por edificações isoladas, os palacetes familiares decorrentes do parcelamento da Chácara Velha do Barão de Souza Aguiar.
Na Planta Geral dos Melhoramentos Centrais encontram-se marcados os traçados gerais, sobre base do Sara Brasil, do Plano de Avenidas na área central: o perímetro de irradiação e outras intervenções como a criação da Praça Dom José de Barros (e da Biblioteca Mario de Andrade), o alargamento e prolongamento da Bráulio Gomes até a já aberta Rua Marconi; cuja função foi interligar essa nova espacialidade urbana, a nova praça a rua Barão de Itapetininga.
Por fotos tiradas por Maia em 1945 é possível identificar as transformações que definiram o formato final do lote onde se encontra o Thomaz Edison. Na foto tirada em 1940, vê-se que a Rua Marconi encontra-se aberta; o cotovelo da Bráulio Gomes ainda não alargado e o casario que seria demolido para dar lugar a Praça Dom José de Barros.
Também através de fotos de época podemos observar vários outros edifícios já haviam sido construídos no alinhamento da rua Marconi, o cotovelo encontrava-se alargado e a praça estava em obras. No centro da foto é notável o terreno do Thomaz Edison então delimitado por muros e tapumes na sua conformação final, inclusive a sua curvatura suave de sua testada principal.

Bibliografia: Edifícios Modernos e o Centro Histórico de São Paulo dificuldades de textura e forma- Alessandro José Castroviejo Ribeiro – Tese de Doutorado.

domingo, 1 de abril de 2012

De palacete a Edifício foi o caminho para o lote do Edifício Esther

Edificio Esther vista aérea

A esquina onde se encontra implantado o edifício Esther, está definida nas primeiras cartas da cidade de São Paulo no século XIX. Mesmo com alterações e pequenos ajustes, o traçado das ruas ainda permanece como uma marca indelével e provável como o elemento da memória da cidade mais significativo do Centro Histórico. O Campo do Curro, hoje Praça da República, a Rua da Palha, hoje Sete de Abril, esta definida já nos primeiras cartas da cidade de São Paulo no século XIX. Mesmo com alterações e pequenos ajustes, o traçado das ruas ainda permanece como uma marca indelével e provavelmente como o elemento da memória da cidade mais significativo na formação dos edifícios modernos construídos nos limites do centro histórico. O Campo do Curro, depois Praça da República, a rua da Palha depois Sete de     Abril e rua Ipiranga, ilustram essa estruturação. Na carta de 1881, é possível identificar o palacete isolado pertencente a Augusto de Souza Queiroz que foi demolido dando lugar aos dois edifícios (Lefévre, 2006, p.61). No mesmo mapa vê-se na rua Sete de Abril construções de ambos os lados e na Ipiranga uma ocupação ainda rarefeita.
No mapa Sara-Brasil a ocupação identifica-se de um modo geral caracterizando-se por construções no alinhamento das ruas. Exceção fica por conta da rua São Luiz, então ocupada por palacetes isolados no lote. De qualquer modo, percebem-se na quadra onde seria implantado os edifícios “Esther” dois padrões distintos; a tipologia dos palacetes isolados em lotes generosos e as demais construções com terrenos menores, porém, com taxa de ocupação mais elevadas. No processo de modernização e verticalização da rua São Luiz esse padrão seria invertido: os palacetes seriam demolidos, os lotes originais sofreriam novos parcelamentos e na quadra em questão seriam abertas as ruas Basílio da Gama e Gabus Mendes; decisivas na conformação final dos edifícios Esther e Arthur Nogueira..
Lefevre em “De Beco a Avenida: a história da Rua São Luiz” (2006) descreve com rigor as transformações viárias que afetaram a rua São Luiz e nesse processo esclarece também as implicações pertinentes à conformação final da quadra e aos edifícios em questão. As origens das modificações encontram-se no projetoo de 1924 de João Florence de Ulhoa Cintra, que tratava da Avenida de Irradiação. Nesta proposta que antecipa o Plano de Avenidas observa-se uma avenida projetada na bissetriz das esquinas da Ipiranga com sete de abril. Nos anos seguintes esse traçado seria alterado, sobretudo, porque no local da então bissetriz se construirá o edifício Esther e no prolongamento desse eixo projetado a Biblioteca Municipal. Fatos que anos depois provocariam mudanças no sistema viário contido no Plano de Avenidas, já em plena administração de Prestes Maia.

Bibliografia: Edificios Modernos e o Centro Histórico de São Paulo dificuldade de textura e forma, pág 140 – Alessandro José Castroviejo Ribeiro-Tese de doutorado

domingo, 25 de março de 2012

Edifícios modernos no centro histórico de São Paulo

Os Edifícios Esther e Arthur Nogueira existentes na Rua 7 de Abril com Avenida Ipiranga com as ruas Basílio da Gama e Gabus Mendes foram fruto de um concurso interno, entre 1932 e 1934, patrocinados por Paulo de Almeida Nogueira então comandante da Usina Esther.
Os autores do projeto Álvaro Vital Brasil e Adhemar Marinho reformulariam o anteprojeto vencedor (entre 1934 ed 1935) e concluiriam o projeto final em 1936, antes do início das obras. De imediato depreendem-se desses dados o caráter privado do empreendimento conforme relata Fernando Atique, em “Memória Moderna, a trajetória do Edifício Esther. O conteúdo largamente bordado por ele vai de encontro a outras interpretações acerca do Esther e por decorrência da arquitetura moderna construída no Centro de São Paulo.
Carrilho, em texto intitulado “O Edifício Esther” (1999) antecipa  esse caráter dos edifícios Esther e Arthur Nogueira comparando-os ao Ministério da Educação e Cultura: Ao antigo Edifício do Ministério de Educação e Cultura. Ao antigo Edifício do Ministério da educação e Saúde, de 1936, se atribui a condição de marco inicial da Arquitetura Moderna Brasileira, na sua forma mais desenvolvida e consistente. Nesse mesmo ano, inicia-se a construção do Edifício Esther, em São Paulo. Essas duas obras, embora simultâneas e vinculadas a mesma matriz, se contrapõem, no entanto, quanto à origem. De um lado, o prédio do MEC é uma iniciativa oficial do poder público que busca, na sua realização, a afirmação da política renovadora das ações do estado no campo cultural. O Edifício Esther, em contra partida, enquadrando-se no conjunto de investimentos dirigidos aos empreendimentos imobiliários para fins de renda. Atende a um programa de uso diversificado e formulado de maneira original. Essas características, entre outras, o coloca numa posição de particular interesse para a compreensão da história e do desenvolvimento da Arquitetura Moderna Brasileira (Carrilho 1999. P1).
Essa comparação abre caminho para se ver de outra forma a arquitetura moderna em São Paulo, ela nasce atrelada aos interesses comerciais e embora críticas as ponham em suspensão o fato é que elas representam uma linguagem moderna particular; com cicatrizes e virtudes. Essa vinculação pode ser observada no programa dos edifícios, sobretudo no Esther, de maior relevância e dimensão: o edifício abrigava além da sede administrativa da usina, lojas, escritórios diversas tipologias de apartamentos para renda; no Arthur Nogueira, havia lojas e apartamentos.
Nos termos de Atique “o estudo do Edifício Esther, e o entendimento das concepções e das ações de seus promotores, revelou outra face na modernização brasileira, diferente Daquela em que apenas o estado é tratado como financiador e patrocinador da renovação construtiva, plástica e urbana”. (2004) p.29)

Bibliografia: Edifícios Modernos e o Centro Histórico de São Paulo dificuldades de textura e forma. Págs 137 e 138 – Alessandro José Castroviejo Ribeiro – Tese de Doutorado da FAU

sábado, 17 de março de 2012

Contemporâneas, concepções e propostas de 1984 a 2007.

Escola de Música Tom Jom
Atualmente, seguindo o receituário do Planejamento Estratégico , que induz necessidades globais, afirma-se que São Paulo, como uma das maiores metrópoles mundiais, precisa ter um centro, ou melhor, uma imagem identificadora e característica da cidade como forma de mostrar se cada vez mais atraente aos investimentos internacionais. Assim, referenciada nas bem sucedidas experiências mundiais de requalificação de centros históricos, iniciou-se, ou redimencionou-se, as intervenções de requalificação da área central, que inicialmente aconteceram através da restauração e rebilitação pontuais de edifícios históricos.
Anteriormente a esta postura de intervir apenas requalificando os edifícios de importância histórica e transformá-los em equipamentos culturais indutores de requalificação urbana da área da Luz, o Projeto Luz Cultural, 1984, da Secretaria do Estado da Cultura do governo Franco Montoro, 1983-1986 e coordenado pela arquiteta Regina Maria Prosperi Meyer, previa uma área de ação que abrangia a área entre o rio Tamanduateí, a Avenida Rio Branco e a Rua Mauá, e os quarteirões próximos. Resumidamente, a iniciativa voltava-se para uma dinamização da área por meio de uma maior integração do potencial de uso dos espaços públicos e institucionais e a população local, moradora e usuária, através da recuperação de algumas instituições culturais de peso, ou seja, a partir de um trabalho de reabilitação e integração de diversas instituições culturais ali existentes.
Conforme publicação da Associação Viva Centro, que surgiu em 1994, “ o projeto propunha a criação de laços entre a comunidade e a área da Luz por meio de ações que trouxessem à tona novas percepções daquele espaço e novas formas de interagir com ele. Nesse sentido, varias atividades foram planejadas, com a expectativa de atingir cada vez mais setores da vida urbana local. Para tanto, tornava-se imprescindível a colaboração dos moradores, o que por si já seria uma resposta aos planos convencionais de renovação urbana baseados na expulsão local, principalmente de baixa renda.
Para Cunha Lima, “uma cidade se projeta para o futuro a partir, digamos, da preservação de alguns sítios emblemáticos e de algumas instituições existentes, que precisam apenas ser renovadas e articuladas[...] E essa parece ter sido a crença norteadora de todas as ações empreendidas na área da Luz nesse período: O Projeto Luz  Cultural assumiu como um de seus pólos a Oficina Cultural Oswald de Andrade, instalada no edifício tombado e reciclado da antiga Escola de Farmácia e Odontologia da Universidade de São Paulo, que passaria a obrigar a Orquestra Jovem de São Paulo, além de atividades e cursos de música, artes plásticas e espetáculos cênicos.
Bibliografia:
Intervenções urbanas contemporâneas: o caso da área da Luz no centro de São Paulo pág 53 a 62 autora Moreira, Carolina Margarido

domingo, 11 de março de 2012

Vista a degradação do bairro da Luz

Mosteiro da Luz

O bairro da Luz, ao contrário dos Campos Elíseos, foi tomado por loteamentos de caráter eminentemente popular e, após a construção da nova estação, a Rua José Paulino ficou unida à Couto de Magalhães por um viaduto. Nessa região, à primeira função residencial seguiu-se a comercial e industrial e, nas primeiras décadas do século XX, as antigas residências foram sendo  progressivamente adaptadas às novas funções.
A implantação da linha ferroviária Sorocabana foi outro fator a influenciar essa metamorfose na região; o Bom Retiro, bairro proletário ocupado por imigrantes italianos começa neste momento a acolher oficinas, em sua maioria para confecções de roupas, ao lado das quais surge um comércio que vai se instalar nas antigas residências. As habitações ainda existentes, são modestas e, em sua maioria, de caráter  coletivo: depois começaram a sugerir edifícios residenciais que contrastam com o resto do bairro. As ruas Aimorés, Timbiras, Amador Bueno e outras, adquiriram má  reputação, devido ao meretrício, fato que refletiu, segundo os estudos, numa estagnação da região. Os serviços de hotelaria, incluindo pensões, foram se desenvolvendo nas ruas General Osório, Mauá, Couto de Magalhães, Casper Libero, Brigadeiro Tobias e carcanias.
O estudo, ao analisar o estado da região, em 1974, observou que ambos os lados da Avenida Tiradentes apresentavam todas as características de degeneração urbana. Além disso, a colocação, naquele momento recente, de grandes cercando o jardim da Luz associados ao fato de serem os lados deste ocupados por estacionamento de ônibus, sufocaram a área verde, que teve suas funções prejudicadas.
O entorno da estação ressentia-se do trânsito e de um conjunto de edifícios parcialmente demolidos. No conjunto politécnico, os edifícios foram envolvidos pela sucessiva construção de galpões que vieram a saturar a quadra e, dada a mudança da Politécnica para a Cidade Universitária, a situação só piorou. Do lado leste a Tiradentes apresentaria o mesmo fenômeno de degenaração urbana, sendo que edifícios importantes, como o Convento da Luz e o Museu de Arte Sacra, estariam sendo, segundo a leitura realizada, prejudicados pelo seu entorno.

Bibliografia:
Moreira, Carolina Margarido - Intervenções urbanas contemporâneas: o caso da área da Luz no centro de SP. Pág 52 e 53 

Vista a degradação do bairro da Luz

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O bairro da Luz, ao contrário dos Campos Elíseos, foi tomado por loteamentos de caráter eminentemente popular e, após a construção da nova estação, a Rua José Paulino ficou unida à Couto de Magalhães por um viaduto. Nessa região, à primeira função residencial seguiu-se a comercial e industrial e, nas primeiras décadas do século XX, as antigas residências foram sendo  progressivamente adaptadas às novas funções.
A implantação da linha ferroviária Sorocabana foi outro fator a influenciar essa metamorfose na região; o Bom Retiro, bairro proletário ocupado por imigrantes italianos começa neste momento a acolher oficinas, em sua maioria para confecções de roupas, ao lado das quais surge um comércio que vai se instalar nas antigas residências. As habitações ainda existentes, são modestas e, em sua maioria, de caráter  coletivo: depois começaram a sugerir edifícios residenciais que contrastam com o resto do bairro. As ruas Aimorés, Timbiras, Amador Bueno e outras, adquiriram má  reputação, devido ao meretrício, fato que refletiu, segundo os estudos, numa estagnação da região. Os serviços de hotelaria, incluindo pensões, foram se desenvolvendo nas ruas General Osório, Mauá, Couto de Magalhães, Casper Libero, Brigadeiro Tobias e carcanias.
O estudo, ao analisar o estado da região, em 1974, observou que ambos os lados da Avenida Tiradentes apresentavam todas as características de degeneração urbana. Além disso, a colocação, naquele momento recente, de grandes cercando o jardim da Luz associados ao fato de serem os lados deste ocupados por estacionamento de ônibus, sufocaram a área verde, que teve suas funções prejudicadas.
O entorno da estação ressentia-se do trânsito e de um conjunto de edifícios parcialmente demolidos. No conjunto politécnico, os edifícios foram envolvidos pela sucessiva construção de galpões que vieram a saturar a quadra e, dada a mudança da Politécnica para a Cidade Universitária, a situação só piorou. Do lado leste a Tiradentes apresentaria o mesmo fenômeno de degenaração urbana, sendo que edifícios importantes, como o Convento da Luz e o Museu de Arte Sacra, estariam sendo, segundo a leitura realizada, prejudicados pelo seu entorno.

Bibliografia:
Moreira, Carolina Margarido - Intervenções urbanas contemporâneas: o caso da área da Luz no centro de SP. Pág 52 e 53