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| Visconde de Rio Branco |
A rua é para os dicionários apenas um alinhado de fachadas por onde se anda nas povoações. Ora, a rua é mais do que isso, a rua é um fator na vida das cidades, a rua tem alma!
sábado, 10 de setembro de 2011
Avenida Visconde de Rio Branco
domingo, 4 de setembro de 2011
Rua Mauá
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| Ferrovia Santos- Jundiaí em 1920 |
Aos cinco anos de idade, Irineu perdeu o pai, assassinado. Três anos depois, sua mãe se casou de novo e o entregou a um tio. Após um período em São Paulo, Irineu viajou para o Rio de Janeiro e, aos 11 anos, empregou-se como balconista de uma loja de tecidos.
Em 1829, a loja foi adquirida por Ricardo Carruthers (1830), que ensinou ao jovem inglês, contabilidade e a arte de comerciar. Aos 23 anos, Irineu já era sócio da firma. No ano seguinte, em 1837, com a volta dos donos para a Inglaterra, Irineu ficou na direção do negócio.
Comprou uma chácara em Santa Teresa e ajudou os revolucionários farroupilhas a fugir das prisões no Rio de Janeiro. Em 1839 foi ao Sul buscar a mãe e uma tia. Com elas veio Maria Joaquina Machado, com quem ele se casou em 1841.
A sua primeira viagem à Inglaterra em 1840, convenceu-o de que o Brasil deveria caminhar para a industrialização. Em 1844, a lei Alves Branco elevou a tarifa sobre as importações e no ano seguinte Irineu fechou a casa Carruthers & Cia.
Iniciando o ousado empreendimento de construir os estaleiros da Companhia Ponta da Areia, fundou a indústria naval brasileira (1846), em Niterói, e, em um ano, já tinha a maior indústria do país, empregando mais de mil operários e produzindo navios, caldeiras para máquinas a vapor, engenhos de açúcar, guindastes, prensas, armas e tubos para encanamentos de água. A partir de então, dividiu-se entre as atividades de industrial e banqueiro.
Foi pioneiro no campo dos serviços públicos: fundou uma companhia de gás para a iluminação pública do Rio de Janeiro (1851), organizou as companhias de navegação a vapor no Rio Grande do Sul e no Amazonas (1852), implantou nossa primeira estrada de ferro, de Raiz da Serra à cidade de Petrópolis RJ (1854), inaugurou o trecho inicial da União e Indústria, primeira rodovia pavimentada do país, entre Petrópolis e Juiz de Fora (1854) e realizou o assentamento do cabo submarino (1874).
Em sociedade com capitalistas ingleses e cafeicultores paulistas, participou da construção da Recife and São Francisco Railway Company, da Ferrovia Dom Pedro 2º. (atual Central do Brasil) e da São Paulo Railway (Santos-Jundiaí).
Iniciou a construção do canal do mangue no Rio de Janeiro e foi o responsável pela instalação dos primeiros cabos telegráficos submarinos, ligando o Brasil à Europa. No final da década de 1850, o visconde fundou o Banco Mauá, MacGregor & Cia, com filiais em várias capitais brasileiras e em Londres, Nova York, Buenos Aires e Montevidéu.
Liberal, abolicionista e contrário à Guerra do Paraguai, forneceu os recursos financeiros necessários à defesa de Montevidéu quando o governo imperial decidiu intervir nas questões do Prata (1850) e, assim, tornou-se persona non grata no Império. Suas fábricas passaram a ser alvo de sabotagens criminosas e seus negócios foram abalados pela legislação que sobretaxava as importações.
Foi deputado pelo Rio Grande do Sul em diversas legislaturas, mas renunciou ao mandato (1873) para cuidar de seus negócios, ameaçado desde a crise bancária (1864). Com a falência do Banco Mauá (1875) o visconde viu-se obrigado a vender a maioria de suas empresas a capitalistas estrangeiros. Mauá deu um exemplo de honradez quando incluiu, na listagem para leilão, seus bens pessoais, como os aros de ouro de seus óculos.
Doente, com o organismo minado pelo diabetes, só descansou depois de pagar todas as dívidas. Ao longo da vida recebeu os títulos de barão (1854) e visconde (1874) de Mauá. Faleceu em Petrópolis - Rio de Janeiro, em 20 de outubro de 1889.
Bibliografia:
São Paulo de Antigamente, História pitoresca de suas ruas, Vitor Manuel, 1976
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Governo Paulista de 19 de agosto a 10 de setembro de 1822
| Chegada de D. Pedro I a São Paulo |
domingo, 21 de agosto de 2011
A Freguesia de Santa Ifigênia
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| Viaduto de Santa Ifigênia com a Igreja ao fundo |
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
As Pontes da Cidade II
domingo, 7 de agosto de 2011
As Pontes da Cidade
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| Ponte do Lorena , Hoje Praça da Bandeira |
domingo, 31 de julho de 2011
Joias do Beco do Mata Fome
São Paulo Histórico –Vol I - Nuto Sant’Anna, pág 93
Contam os antigos da Paulicéia que existia um prédio baixo, de paredes irregulares, de taipa de pilão e beirais que pareciam a aba de um chapéu desabado, no antigo caminho de Pinheiros, fronteiriço á esquina do beco do Mata Fome. Era onde se abastecia de farinha e feijão o povo. Escravos fugidos, escondidos nos campos do Bexiga, ou no Pirajuçara, Mboy, atual Embú das Artes, ou Carapicuíba, ali paravam furtivamente para um gole de cachaça.
Pelas ruas exíguas, tortuosas, os estudantes passavam enrolados nas suas capas; á noite erravam em serenatas, e um deles, Álvares de Azevedo, a cavalo pelos bairros longes, ou a pé, quieto e cabisbaixo, o olhar vago, a barbicha rala, pálido, caminhava ao acaso, empurrando o seu vulto meditativo, sem que a turba ignara soubesse que ia conduzindo nos ombros pedras para o edifício da beleza...
Nesses tempos, a cidade era romântica, tristonha, religiosa.
Os negros andavam de curote à cabeça em torno do chafariz ou pelas fontes. Vinham dos quintais cantorias de mucamas gordas. O rumor dos pilões socando, tinham ressonância de urucungos. E pelos pedregulhos das ruas esburacadas trotavam, sob as cangalhas de couro grosso, tropas lentas e serviçais...
O dono desta taberna do Mata Fome, um dia chamara um pedreiro para concertar umas goteiras no telhado. O mestre de obras veio, poz a escada, trepou. Lá em cima, quando embarafustava por entre as ripas, deu como pé em um corpo estranho, que rolavam no tosco forro de velhas tabuas empoeiradas. Ao rumor, voltou-se. E viu, deslumbrado, uma porção de jóias, pedras preciosas, moedas de ouro, prata, tudo chamejando.
O pedreiro, um português de meia idade, que viera ao Brasil em busca da milagrosa Árvore das Patacas, ficou estático como Ali-Babá ante os tesouros da Gruta dos Quarenta Ladrões.
Agachou-se, sondou, verificou. O sonho era realidade. Com avidez, encheu os bolsos o mais que pode com aquelas preciosidades. Desceu logo depois. Sem mesmo ter dado começou aos serviços de retalhamento.
Ao dono da venda disse vagamente que ia buscar umas ferramentas.
E saiu voando, Sem olhar para traz. Tinha asas nos pés.
Desceu pela Rua do Paredão, enveredara pela dos Piques.




