domingo, 6 de fevereiro de 2011

Avenida Vieira de Carvalho

Todos os Centros da Paulicéia- Ponciano Levino – 2007

Pequena e chique, com bons restaurantes e grandes hotéis. Eis uma definição que cabe para a Avenida Vieira de Carvalho. Esta antiga viela faz parte do passado de São Paulo. Era conhecida no século XIX como rua do Pocinho, por estar nas imediações da capela de Santa Cruz do Pocinho. No final do século XIX, havia uma festa de rua por toda a extensão da viela. No dia 13 de maio, desde a praça da República até o Largo do Arouche, eram montadas barraquinhas e tenda onde se vendia de tudo e se bebia também de tudo. Era igual às festas  que acontecem hoje em determinados quarteirões e bairros.alt

A alegria não durou muito, um mal-humorado bispo, dom Duarte Leopoldo e Silva, tratou, em 1909, de dar um fim à festança que reunia uma grande multidão.

O nome foi uma homenagem ao doutor Joaquim José Vieira de Carvalho, um professor de direito do Largo de São Francisco e um político muito querido na capital. Depois de remodelada e alargada, a ruela recebeu o nome de Vieira de Carvalho em 1921.

Apesar de seu pequeno tamanho, a Vieira de Carvalho bons hotéis e bons bares e quase nenhum restaurante. Os hotéis Vila Rica e Bourbon. continuam.

Nas noites próximas do fim de semana a comunidade GLS tem feito da rua e de seus bares um point alegre.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Rua Barão de Itapetininga

Todos os Centros da Paulicéia – Ponciano Levino 2007
james-deanDurante décadas e décadas, a Barão de Itapetininga foi uma das ruas mais chiques de São Paulo. Nos primeiros anos de 1900, era a moradia de nobres paulistanos, como o senador Paulo Egídio de Oliveira Carvalho e do então proprietário do Diário Popular. Quando o Mappin se mudou para a praça Ramos de Azevedo, no início de 1940, a Barão ficou de fato chique, com as madames e os senhores passeando e esperando a hora para o chá na famosa loja de departamentos.
Esteve por ali também, por duas décadas, a Confeitaria Vienense, que recebia seus ricos clientes com orquestra e tudo. Claro, isso não era par todo mundo . Apenas para a nata da sociedade. Era tão chique que ficou conhecida à boca pequena como Via Vêneto, alusão ao que há de mais elegante na cidade de Roma. Um grande número de lojas de modas e livrarias refinadas.
A rua nasceu em 1862 e começava na praça da República. Era parte de um grande chácara de Joaquim José dos Santos, o barão de Itapetininga. A propriedade era uma grande plantação de chá. Depois da morte do barão, a baronesa doou a área à prefeitura com a condição de que a rua tivesse o nome do falecido. Ela casou-se novamente com um barão, dessa vez o de Tatuí.
Nos agitados anos 50, quando a Barão era o centro da elegância paulistana, o seu número 143, atualmente ocupado por uma agência bancária, abrigava a Confeitaria Fasano, em cuja porta se encontravam os chamados playboys, aqueles filhotes da “juventude transviada” e órfãos nacionais de James Dean. Ficavam com seus blusões de couro e cabelos lotados de gomalina à espera de uma garota ou mesmo de uma boa encrenca.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Avenida São João 1862

Anhangabaú, História e urbanismo, Simões Junior, José Geraldo pág. 148
Situada na vertente oeste da colina central, essa via de irradiação não cegou a ser incluída na primeira série de fotografias realizadas por Militão de Azevedo, em 1862. Prova, certamente, de que esse logradouro não tinha importância significativa no contexto urbano da época. Afinal, em 1862 os bairros situados além- Anhangabaú, como Santa Ifigênia e o bairro do Chá (loteado nas terras do barão de Itapetininga), ainda não existiam.  A rua de São João era então, mais uma via de comunicação com chácaras e cidades do interior paulista.Av-São-João-1887
Em 1887, quando realiza a segunda série fotográfica, a situação já se alterara, porque a ligação com as estações desenvolvera novos eixos viários, que, para serem atingidos a partir do Centro, valorizaram alguns logradouros, como o Largo de São Bento (acesso para a Florêncio de Abreu) e a ladeira de São João (acesso a Brigadeiro Tobias).
A São João, nesse período, é a principal via de comunicação com os novos bairros que surgiram a oeste (Santa Ifigênia e Campos Elísios), numa época em que não havia a concorrência do trajeto pelo Viaduto do Chá, pois este não estava ainda concluído.
Na terceira série comparativa, fotografia no governo de Washington Luís, em 1914 , registram-se poucas alterações na rua: calçamento aperfeiçoado, vegetação, e quase nenhum melhoramento a mais. Entretanto, analisando melhor outras fotografias, percebe-se que toda a rua – à exceção desse  trecho superior – já havia sido remodelada.
Por uma questão de reprodução de cenas comparativas, o fotógrafo acabou documentando, em 1914 o único quarteirão onde a rua não tinha passado por transformações nesse período, que era o quarteirão inicial entre a São bento e a Líbero Badaró. (vide neste blog textos anteriores onde falo sobre as desapropriações)
Em todo o trecho restante, até o Paissandu, a rua tinha sido bastante alargada, e todos os prédios de seu lado par (direito) já estavam demolidos, iniciando-se então a reedificação segundo novos padrões estéticos.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Onde é o centro de São Paulo, 1915

Eu considero centro o antigo triangulo formado pelas ruas Quinze de Novembro, São Bento e Direita, mas meu filho, quando diz- eu vou à cidade, tanto pode ir à Avenida São João, à Ipiranga, à Praça da República, às Ruas Barão de Itapetininga, Sete de Abril ou Marconi; quando vai ao triangulo não diz- “vou à cidade” – diz vou à Rua tal ou tal outra.anhangabau-1915

Um historiador ou cronista situa o centro no Pátio do Colégio, e um engenheiro do Departamento de Estradas de Rodagem refere o marco rodoviário do Largo da Sé como o centro de São Paulo.

E as moças que vão às compras dizem que vão à cidade, referindo-se às ruas Barão de Itapetininga e Marconi.

Mas o verdadeiro centro, em 1915 era o triângulo; já em 1935 o centro limitava-se pela Rua Boa Vista, Largo do Palácio, Largo da Sé, Rua Direita até José Bonifácio, um trecho da rua Líbero Badaró, até o Viaduto do Chá, Praça Ramos de Azevedo e Conselheiro Crispiniano até o Largo do Paissandu, Avenida São João, Rua Líbero Badaró até o Largo de São bento e Rua da Boa Vista, de onde iniciamos este perímetro.

Em 1935 o triangulo ainda concentrava tudo o que havia de importante.  As casas de modas, os alfaiates,as chapelarias, as confeitarias, as “bombonières”, as lojas de flores, os bancos e duas ou três “Casas dos Dois Mil Réis”, não vendiam nada acima de dois mil reis.

Desde 1915 São Paulo começava a tomar consciência de que seria uma grande cidade.

Iniciava-se o alargamento da Avenida São João, pela demolição, na Praça Antônio Prado, da Confeitaria Castelões e da Chapelaria Alberto. Encontra o Mercadinho e derruba-o, e, ao sair do Largo de Paissandu, deixa de pé, por longo tempo, o primeiro prédio do lado par. Em 1933 atingiu a Praça Marechal Deodoro, aberta nesse tempo, e seguiu até a rua Lopes de Oliveira.

Daí para diante, foi completada há uns oito anos, encontrando-se com a Avenida Água Branca (atual Francisco Matarazzo).

Alarga-se a Rua Libero Badaró, demolindo-se a casa da Baronesa de Itapetininga e uma série de casinhas que dava fundos par o Vale do Anhangabaú, e o Conde Prates constrói os dois palacetes, um dos quais onde funcionou por longos anos a Câmara Municipal e no outro esteve por alguns anos o Automóvel Club.

Vão se alargando, casa por casa, segundo os pedidos de alvarás, para construções, as ruas Quintino Bocaiuva, Benjamim Constant e Senador Feijó.

Retifica-se, como possível, a rua Quinze de Novembro. Abre-se a pequena rua Senador Paulo Egídio, entre o Largo de São Francisco e a rua José Bonifácio. Alarga-se a rua Cristóvão Colombo, onde começa a Brigadeiro Luiz Antônio.

Ajardina-se o Vale do Anhangabaú, com ruas sinuosa e lindas árvores de flores amarelas. Constrói-se, porém atravancando o parque, o edifício do Cinema Central depois demolido. E na encosta do Teatro Municipal, constrói-se o conjunto monumental de Carlos Gomes , e planta-se uma curva de palmeiras imperiais.

É São Paulo caminhando em direção a megalópole que se tornou.

Bibliografia:

Americano Jorge, São Paulo nesse tempo 1915-1935

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Leis que mudaram a paisagem urbana

Na última década do século XIX a administração municipal de São Paulo tinha pressa em transformar a cidade. Um novo tempo se avizinhava e as transformações vividas pela elite nas capitais da Europa forçavam a onda de mudanças no traçado urbano da acanhada e tímida São Paulo de antanho.

Esquina de Ipiranga com São Luiz

Assim a Lei nº 208 – 09/03/1896 autoriza concerto e calçamento de diversas ruas. Entre as ruas que sofreram mudanças no distrito República de hoje são: retificação dos níveis dos passeios do Largo do Arouche, entre as ruas Dona Maria Theresa e Sebastião Pereira, Rego Freitas e Amaral Gurgel. E também calçamento a paralelepípedos na rua Barão de Itapetininga, entre o Viaduto do Chá e a rua Conselheiro Crispiniano. Neste mesmo ano a lei nº 246 autoriza em caráter de urgência as obras de ligação da rua Amaral Gurgel á da Consolação. Depois foi a vez da lei nº 272 em 28 de agosto de 1896 que autoriza melhoramentos em diversas ruas entre elas na rua do Ipiranga, na parte compreendida entre a rua São Luiz e Araújo. Neste espaço a rua Araújo transformou-se uma pequena rua com uma praça no seu começo, onde encontra com a rua Ipiranga. A praça que hoje temos só foi passível graças a lei nº 413 de 8 de agosto de 1899 que autorizou o prefeito a desapropriação de um terreno e parte de uma casa na rua Araújo.

Estes dez últimos anos foram anos de preocupação com o distrito era a preocupação de “europeizar”, a parte nova da cidade. Afinal a cidade deveria crescer para oeste. Assim, não é de se estranha que a lei 385 de 21 de março de 1899 autorize o prefeito o mandar construir passeio na saída do Viaduto, do lado da rua Barão de Itapetininga. Depois foi a vez da rua Xavier de Toledo que tinha no Paredão dos Piques um constante construir e desbarrancar de paredões pó causa das infiltrações, a construção definitiva só aconteceu em 1938.

Em 08 de agosto de 1899 foi à vez de tornar o Largo do Arouche mais aprazível.

Em janeiro de 1900 procedeu-se o calçamento da rua São Luiz, em 3 de abril ficou autorizado o calçamento da rua Formosa. Estas ruas foram calcetadas e receberam árvores nas laterais.

Na sessão de e de novembro de 1900, o vereador João Pedro da Veiga Filho, através da indicação sugeria a demarcação do patrimônio municipal. Afinal, precisava ser distinguir os terrenos dados em enfiteuses e arrendamentos dos terrenos baldios necessários ou não a logradouros públicos... ”o que havia era um caos, onde ninguém se entendia”... e o pouco que se conhece era mais por esforço de memória de um ou outro funcionário cuidadoso do que por escrituração regular e exata... e o foral de cuidadoso do que por uma escrituração regular e exata... e o foral de 18 de março de 1660 dava uma superfície de seis léguas de raio, extensão essa alias não demarcada e da qual vários foram os desmembramentos pela criação de outras vilas, domínio adquirido por prescrições, as cartas de data, as posses dos primeiros ocupantes legítimos na forma da lei nº 601, de setembro de 1850, e modernamente as concessões para os Voluntários da Pátria.

Bibliografia

Jorge, Clóvis de Athayde - Consolação uma reportagem histórica

domingo, 26 de dezembro de 2010

Escola Normal Caetano de Campos – Praça da República

Em 1894, cinco anos após a proclamação da República, a Escola Normal de São Paulo foi instalada em edifício especialmente construído para esse fim na Praça da República. A escola depois foi chamada de Escola Normal da Praça da República; em seguida, de InstituCaetano de Campos 1895 Marc Ferrazto de Educação Caetano de Campos; posteriormente, de EEPSG Caetano de Campos. Hoje funciona no local a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
A Escola Estadual Caetano de Campos nasceu em 1846, a partir das determinações do Ato Adicional de 12 de agosto de 1834, que conferia às províncias a atribuição de legislar sobre a instrução pública, inclusive criando estabelecimentos próprios para tal fim. Com essa responsabilidade, foram fundadas nas diversas províncias – Rio, Minas, Bahia e São Paulo – as primeiras Escolas Normais. Seu primeiro prédio foi junto à Catedral do Largo da Sé. Ao longo de sua história, a escola chegou a ser extinta duas vezes e mudou diversas outras de prédio; em 1875 instalou-se junto à Escola de Direito do Largo São Francisco, em um edifício que mais tarde sediaria a Câmara Municipal. Depois foi transferida para um sobrado na Rua do Carmo, para a Praça da República, para o antigo prédio do Colégio Porto Seguro, na Praça Roosevelt, e, finalmente, para a Rua Pires da Mota, no bairro da Aclimação, onde está até hoje.

A mudança para a Praça da República em 1894, bem como a sua saída em 1978, caracterizam momentos significativos no estudo da relação da escola com a cidade. A construção de um prédio escolar na Praça da República assumiu um significado especial nos rumos que a educação tomava no país e, em particular, na província de São Paulo, bem como afirmou o rumo de crescimento da cidade.

Se desde a colônia a educação esteve sob responsabilidade da Igreja ou de instituições religiosas, a construção da Escola Normal em terreno do antigo Largo dos Curros (atual Praça da República) marcou a orientação laica dos valores da Primeira República. Foi o governador da província de São Paulo (Francisco Rangel Pestana) que em 1890 autorizou a transferência de 200 mil cruzeiros que seriam dedicados à construção da Escola Normal.

O prédio novo da Escola Normal tornou-se um símbolo da República e fixou-se como referência e polo diEsc_NormalCaetano de Campos 1940fusor de teorias científicas e pedagógicas. O conceito de Escola Modelo era aplicado à Escola Normal, para os alunos de 11 a 14 anos como para as crianças menores, no jardim-de-infância que se situava nos fundos da edificação

Quando em 1894, se inaugurou o prédio, a escola era circundada de residências de alto padrão. O investimento público na educação consolidou uma direção de crescimento da cidade – a direção oeste.

No andar térreo do prédio funcionava a Escola Modelo; em um anexo localizava-se o curso complementar; ao fundo, em uma construção independente, ficava o jardim-de-infância, demolido em 1940 para a ampliação da Avenida São Luís.
O edifício ocupa uma das faces da Praça da República e é absolutamente simétrico. Esse fato não se deve exclusivamente a razões de composição arquitetônica. As duas alas simétricas serviam como divisão entre os sexos: a ala leste era feminina e a ala oeste, masculina. O prédio também tinha função monumental, era símbolo de um novo regime, a República, representação de uma nova maneira de pensar o futuro do país.

O final do século XIX foi marcado pelo fortalecimento da indústria e, portanto, estava nascendo à cidade industrial. A história do edifício da Praça da República confunde-se com a da cidade, tanto na sua expansão como na sua transformação e arquitetura.
Quando da construção da Estação República do Metrô o Jardim-da-infância foi demolido e o edifício ameaçado de demolição pela Companhia do Metrô de São Paulo.
A ameaça de demolição pôde ser contida por uma mobilização da sociedade. Porém, o edifício deixou de ser escola e passou a sediar uma Secretaria de Educação do Estado.

A resistência à demolição do prédio reuniu as forças democráticas da sociedade de 1978. Acreditamos, no entanto que o patrimônio não é apenas o edifício histórico é também seu uso.

Em 1894 o edifício da Caetano de Campos simbolizava os ideais recém-vitoriosos de formação da República.
O distrito República é hoje o mais denso no que diz respeito à moradia de toda a Regional da Sé. Sendo assim, uma escola na região, não seria obsoleta: ao contrário, teríamos um equipamento que poderia ser muito bem aproveitado e desfrutado pela população do local.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Xavier de Toledo uma rua com inflexão

 

A Lei n° 1898 21 de julho1915 aprovou o novo alinhamento projetado para a rua Xavier de Toledo, lado par, no trecho entre as ruas Sete de Abril e Bráulio Gomes. No entanto, se fez necessário o lei nº 2.323 de 30 setembro de 1920 para aprovar o novo plano de alinhamento adotado para a rua Xavier de Toledo que passaria a ter a largura de 25m no trecho compreendido entre as ruas Barão de Itapetininga e Sete de Abril, com recuo dos prédios do lado da numeração par. Deste ponto, assinalado na planta pela letra altA, onde a rua Xavier de Toledo faz uma inflexão, a largura será traçada uma linha reta até o cruzamento com a rua São Luiz (Letra B), sempre com a largura de 25m. E de fato quem hoje travessa a rua tem problema de visibilidade do trânsito por causa de uma curva natural do terreno que faz com que a rua seja formada por duas retas. Uma entre as ruas Sete de Abril de Barão de Itapetininga e outra reta entre as ruas Bráulio Gomes de São Luiz.

Para executar esta obra a lei n° 2.359 de 02 de fevereiro de 1921 aprovou o acordo feito entre a prefeitura e os proprietários dos prédios n° 38,40 e 42, da rua Xavier de Toledo, necessários ao alargamento desta rua .Acordo celebrado com o prefeito e com Luiz Ribeiro Martins Vieira e sua mulher D. Julieta Reis Teixeira Vieira 25m,.

A Resolução n° 196 de 1921 aprova o acordo feito pela Prefeitura com José Velletri e sua mulher, para o recuo do prédio n° 16 da mesma rua Xavier de Toledo, de sua propriedade. Ficando os contratantes indenizados da construção e terreno com a área de 13,13m de frente por 12,40m de fundo, que será incorporado ao patrimônio público, e obrigando-se a reconstruir nova fachada sobre o futuro alinhamento.

A Lei nº 2.501 de 21 de junho de 1922 aprovou o acordo feito pela prefeitura com os proprietários do prédio nº 64 da rua Xavier de Toledo. E assim, uma após outra as desapropriações foram dado lugar a uma nova São Paulo.