segunda-feira, 3 de março de 2014

Hotel Esplendor virou moradia popular.

O edifício do Hotel Esplendor não apresentou grandes inovações na Rua General Osório 447 e Guaianazes. Sua implantação foi feita de maneira usual para a época. O tratamento curvo adotado neste projeto foi uma constante em muitos edifícios construídos na cidade naquele período.
Os apartamentos e banheiros conforme artigo da época era espaçoso e alguns possuíam pequenas varandas.
As fachadas foram tratadas com a sobreposição de pequenos volumes. As pequenas varandas, de maneira acanhada, sobressaíram ao pano do grande volume de edifício. Na esquina adotou-se a curva de maneira a suavizar o tratamento e efetuar a transição das duas fachadas.
No embasamento timidamente recuado optou-se pelo uso de grandes caixilhos de ferro.
O Hotel Esplendor foi uma das incógnitas deste trabalho. Hoje de uso residencial, não pudemos apurar até quando o edifício foi sede do hotel.
Os moradores atuais desconhecem a história do edifício e não permitiram a entrada em apartamentos para o registro de fotos.
O prédio, pelo que pudemos constatar, está em plena decadência e em péssimo estado da conservação. Localizado na conhecida “Boca do Luxo” da cidade é vizinho de lojas de peças para motos e artigos para motocicletas.


Bibliografia: Monteiro – Ana Carla de Castro Alves – Os hotéis da Metrópole- O contexto histórico e urbano da cidade de São Paulo através da produção arquitetônica hoteleira (1940 – 1960)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Hotel Flórida, onde o requinte e o bom gosto viveram até 1961

O Edifício Flórida, antigo Hotel Flórida, foi construído no final dos anos 40. Sua escritura data de 13 de dezembro de 1949. O projeto encomendado pela Cia de Hotéis foi construído pela Construtora Camargo, e Pacheco S/A e consolidou  a região da Santa Efigênia como o principal  ligação da Estação da Luz ao Centro Novo.
O edifício, coque.
m 16 andares e 83 apartamentos, foi um marco construtivo na Av Senador Queiroz, possuindo uma privilegiada visão da Avenida Ipiranga e da região da várzea do rio Tamanduateí.
Os apartamentos eram amplos e tinham mobiliário especialmente projetado. Muitas pinturas compunham os espaços e painéis do escultor Di Machi situavam-se no hall de entrada e no restaurante do Hotel.
O volume escalonado foi um marco na estética do projeto do Hotel Flórida. Um recurso adotado na época para maior ganho de altura e aproveitamento do uso do lote, no caso deste projeto o evidencia no entorno da Av Senador Queiroz. O uso de mármore no embasamento dos espaços semi-público também mereceu destaque.
Estado atual de conservação
Em 1961, o hotel foi fechado e o edifício adaptado à habitação coletiva. Muitos apartamentos mantiveram elementos originais do hotel (como luminárias, banheiras, pisos e móveis) e outros foram transformados a gosto dos condôminos. As intervenções no edifício foram poucas. As esquadrias, pisos e elementos de fachada foram mantidos e conservados. Ocorreram melhorias sobre tudo, de infraestrutura que visaram garantir a segurança e a manutenção de um edifício “cinquentão” ao uso moderno de seus habitantes.
A fachada foi pintada, as persianas de madeira deterioradas foram trocadas por PVC, porém estas mudanças procuraram manter as características do projeto, agredida somente pela intervenção de um proprietário que cobriu o terraço intermediário com telhas de cimento que, além de trazer falta de segurança aos moradores e pessoas que circulam na região, desfigurou a fachada original do edifício.
O terreno antigamente ocupado por um restaurante, mantém suas portas fechadas. O acesso ao edifício aos finais de semana foi preservado por um acordo entre moradores e os integrantes da feira do “rolo” para preservarem e não cuparem as calçadas na frente do edifício. O subsolo, antigamente ocupado pela cozinha do hotel está vazio.


Bibliografia: Monteiro – Ana Carla de Castro Alves – Os hotéis da Metrópole- O contexto histórico e urbano da cidade de São Paulo através da produção arquitetônica hoteleira (1940 – 1960)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Hotel Príncipe um dos grandes edifícios da Avenida São João

O Hotel Príncipe foi um dos grandes edifícios da Av: São João, construído nos anos 40. Um edifício simples, sem grandes atrativos arquitetônicos que facilmente poderia ser confundido com um edifício comercial.
Sua implantação, também cercada de simplicidade, mantinha o edifício alinhado ao lote, sem recuos laterais.
Não há uso de varandas, porém os apartamentos, em sua totalidade, são muito espaçosos.
O hotel diferente dos demais apresentados, além do restaurante e de adaptado espaço de convenções não dispõe de outro uso destinado ao espaço semi-público.
A fachada de grandes caixilhos e painéis de vidro marcou a fachada do hotel.
Atualmente o Hotel Príncipe é utilizado, principalmente por compradores da região do Bom Retiro e frequentadores da região da Santa Efigênia. O hotel tem a maioria dos elementos originais, sem muito luxo, e alguns locais carentes de conservação. Os atuais proprietários não têm muitas informações sobre o edifício, bem como sobre a história do hotel.
O Hotel foi construído em 1946, tem 12 andares e 84 apartamentos foi projeto do arquiteto Jacques Pilon.


Bibliografia: Monteiro – Ana Carla de Castro Alves – Os hotéis da Metrópole- O contexto histórico e urbano da cidade de São Paulo através da produção arquitetônica hoteleira (1940 – 1960)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Hotel e Cinema Marabá era o luxo da Avenida Ipiranga

Localizado na movimentada Avenida Ipiranga ao lado do Hotel Excelsior ficava o Hotel e cinema Marabá, hoje comprado pelo dono do Hotel Excelsior.
Construído pela Sociedade Construtora Duarte Ltda, foi considerado um dos hotéis mais luxuosos do centro de São Paulo na década de 50 e 60. Na época de sua construção, anos 1940, foi considerado um novo projeto de Hotel para a cidade. Sua implantação privilegiada na Avenida Ipiranga favorecia seu crescimento e , nos meados dos anos 50, tornou-se um dos hotéis mais importantes da cidade, local de hospedagem dos ilustres visitantes do IV Centenário de São Paulo.
Hotel Marabá
No andar tipo eram cerca de 10 apartamentos todos com terraços e espaçosos banheiros nos seus 12 andares. Os maiores apartamentos tinham vista para a Avenida Ipiranga. Havia, ainda, um apartamento destinado aos empregados. Similar ao Términus, o hotel Marabá possuía grande diferença das soluções encontradas para as plantas dos quartos enquanto a forma e tamanho.
As fachadas do Hotel Marabá tinham como característica o uso de muitos elementos decorativos como gradis nas varandas e elementos vazados na área comum do edifício. O uso destes elementos era diferente do padrão adotado naquele período onde prevalecia a ausência de elementos decorativos nas fachadas.
O cinema e a localização eram os principais atrativos do Hotel Marabá.
O luxo das instalações e das acomodações mereceram destaque. Este conjunto era visível nas reportagens sobre a hospedagem durante as comemorações do IV Centenário de São Paulo. Em 11 de fevereiro de 1954, no artigo intitulado “Onde eles estão”, o jornal O Estado de São Paulo, o Hotel Marabá foi destacado por hospedar personagens lustres do Festival de Cinema durante as comemorações do IV Centenário.
O Hotel funcionou até o ano de 2003 e, durante muitos anos, foi considerado um dos hotéis mais luxuosos da cidade. Em 2004, o Hotel Marabá foi comprado pelo proprietário do Hotel Excelsior. A promessa é de um grande hotel na região central e da reforma completa das salas de cinema.


Bibliografia: Monteiro – Ana Carla de Castro Alves – Os hotéis da Metrópole- O contexto histórico e urbano da cidade de São Paulo através da produção arquitetônica hoteleira (1940 – 1960)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Hotel Terminus foi o requinte da sociedade dos anos 40

O Hotel Terminus fica na Av. Ipiranga esquina com Pça da República e está desativado e foi construído em 1944 pela Sociedade Brasileira de Engenharia.
O edifico de nove andares, onde cada andar tinha até nove confortáveis suítes, totalizando 70 suítes.
Hotel Terminus em Vienna na Austria - Europa
O Hotel foi importante para a cidade nos anos 40. Herdeiro do nome do famoso Hotel Terminus dos anos 20 o hotel herda também o requinte da sociedade que o frequenta. No térreo foi previsto o projeto de uma loja.
Similar ao Hotel Inca, o Terminus teve poucas soluções inovadoras quer seja em sua inserção no lote ou em seus avanços tecnológicos. O volume desenhou a esquina com linhas arredondadas e a profundidade dos terraços conferiu mobilidade a superfície da fachada.
Em suas plantas internas há uma grande diversidade de soluções de forma e tamanho dos quartos, dos banheiros e das varandas. Há varandas para todos os apartamentos com vista para Av. Ipiranga. Os banheiros, a maioria com ventilação natural, compunha os quartos.
O Terminus teve como principal atrativo sua privilegiada localização. A proximidade aos cines Ipiranga e Marabá e ao cruzamento das Avs: Ipiranga e São João trouxe ao hotel o mesmo requinte dos luxuosos e arrojados vizinhos.
Os recortes nas fachadas e a contraposição de cheios e vazios no hotel Terminus foram evoluindo através de novos caixilhos e explorados na composição de sua volumetria.
O principal atrativo urbano do Hotel foi sua localização. A esquina da Pça da República, principal área verde da cidade até a construção do Parque do Ibirapuera, era local de encontros e exposições.
A Avenida Ipiranga em franco crescimento e valorização era local privilegiado para os visitantes de São Paulo pela proximidade com a Pça da República, ao Teatro Municipal e aos cinemas da chamada Cinelândia paulistana.
O Hotel Terminus foi desativado em 2001. Foi invadido em 2003, permanece hoje de portas fechadas não tendo muita perspectiva de reabertura.
Recentemente, o proprietário do Hotel Excelsior fez uma proposta de compra do imóvel e pretendia uni-lo ao Hotel Marabá, mas o proprietário recusou o valor oferecido. 


Bibliografia: Monteiro – Ana Carla de Castro Alves – Os hotéis da Metrópole- O contexto histórico e urbano da cidade de São Paulo através da produção arquitetônica hoteleira (1940 – 1960)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Os cheios e os e vazios na fachada do Hotel Inca

Este hotel fica na Av São João esquina com a rua Timbiras em São Paulo. O engenheiro arquiteto Tadeu Giuzio o construiu no ano de inauguração 1943.

O Hotel Inca foi um edifício que explorou  a solução volumétrica de maneira arrojada para a sua época com linhas retas e contraposição de elementos cheios e vazios, onde pequenos terraços rompem a robustez da fachada sólida. O lote foi totalmente aproveitado. A implantação em esquina explorada pelas duas faixas verticais que marcam a esquina e interrompem a horizontalidade da marcação dos andares.
No térreo há três lojas que evidenciam o uso misto do edifício. Os apartamentos são simples, com banheiros individuais e alguns apartamentos, têm varandas.
As pequenas varandas livres de ornamentos e sem tratamento especial, foram importantes na composição das fachadas do edifício. O uso de esquadrias arredondadas mostrou o avanço da indústria nacional no projeto.
O Hotel Inca encontra-se em decadência e abandono. O hotel abriga principalmente pessoas que vem fazer compras na região da rua Santa Efigênia.
Os quartos são simples, com móveis de época e alguns dormitórios possuem pequenas varandas. Os banheiros também originais são simples e em alguns quartos carecem de pequenas reformas.
No térreo há lojas, em geral, de eletroeletrônicos. O hotel possui 8 andares e 55 apartamentos


Bibliografia: Monteiro – Ana Carla de Castro Alves – Os hotéis da Metrópole- O contexto histórico e urbano da cidade de São Paulo através da produção arquitetônica hoteleira (1940 – 1960)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A arquitetura e os atrativos do Hotel Marian

A fachada do Hotel Marian foi um dos seus grandes méritos. As curvas e o rico tratamento de suas varandas atraíam as atenções dos paulistanos nos anos 40. O uso de grandes painéis de vidro e gradis detalhados foram cuidadosamente estudados pelo arquiteto Archimedes Pimentel. O prêmio de mais belo edifício da cidade no biênio de 1941-1942 coroou o tratamento arrojado de sua fachada.
Hotel Marian
 O largo de Santa Efigênia foi uma importante ligação do Centro Velho ( Largo de São Bento) com o Centro Novo da cidade, região da Av: Ipiranga.
Além disso, o hotel se destacou pelos acabamentos e detalhes internos dos apartamentos.
O edifício por sua volumetria arrojada e o atual estado de conservação tornou-se marco na região. Em 1993, o Hotel Marian recebeu um investimento de sua direção na ordem de US$2,5 milhões para seu completo processo de restauração e tombamento.
Em 1995/96 a administração do hotel uniu-se ao Procentro com o intuito de viabilizar e concretizar melhorias para a região.
As reformas conservaram todos os aspectos originais da construção, desde a manutenção de peças originais até o perfeito restauro de seu interior. Os detalhes impressionam. No entanto a escala urbana e os investimentos públicos na região não corresponderam à riqueza do edifício e acabaram por deteriorar a qualidade do mesmo.


Bibliografia: Monteiro – Ana Carla de Castro Alves – Os hotéis da Metrópole- O contexto histórico e urbano da cidade de São Paulo através da produção arquitetônica hoteleira (1940 – 1960)